Ambiente Econômico
O ano de 2012 foi caracterizado pela quebra de expectativas com relação à expansão da economia. Embora as projeções de crescimento do PIB brasileiro do início de 2012 considerassem crescimento anual superior a 3%, os resultados obtidos ficaram aquém do esperado e a expansão deverá ficar próxima a 1%.
O conturbado contexto internacional teve grande relevância nesse comportamento. Importantes questões não resolvidas ao longo do ano contribuíram para manter elevado o nível de incertezas do cenário macroeconômico, o que afetou a confiança dos agentes econômicos, com efeitos sobre o consumo e os investimentos. A crise das dívidas soberanas europeias suscitou dúvidas sobre a continuidade da Zona do Euro com todos os seus 17 países membros. A desaceleração da economia chinesa ainda produz dúvidas sobre sua intensidade e amplitude. Nos EUA, as dificuldades de um acordo político em torno do chamado “abismo fiscal” deixaram em aberto o tamanho do aperto fiscal que recairia sobre aquele país.
No Brasil, apesar do desemprego continuar próximo das mínimas históricas e a renda real ter aumentado – seguindo os fortes reajustes do salário mínimo – houve aumento do comprometimento da renda mensal das famílias.
Nesse contexto, os níveis de inadimplência, tanto de pessoas jurídicas quanto de físicas, cujas expectativas iniciais apontavam retração mais acentuada no segundo semestre, condicionada à recuperação mais intensa da economia, seguem em patamares elevados. A inadimplência total de pessoas jurídicas, que em Dez.11 estava em 3,9%, subiu para 4,0% em Dez.12. A inadimplência total dos indivíduos, por sua vez, subiu de 7,4% em Dez.11 para 7,9% em Dez.12. Importante destacar que a inadimplência no segmento de financiamento de veículos, que atingiu sua máxima histórica de 6,1% em Mai.12, já iniciou movimento de redução nos últimos meses tendo encerrado 2012 em 5,3%.
Para 2013, os estímulos fiscais, monetários e creditícios já lançados pelo governo para reanimar a economia, somados à nova ordem de incentivos aos investimentos e à competitividade do produto nacional e à uma nova tendência de crescimento das economias chinesa e americana, permitem estimar que o Brasil crescerá por volta de 3,3%. Isto dará respaldo a melhores condições de financiamento, de forma que os níveis de inadimplência concretizem a expectativa de redução ao longo do ano.




