Risco Operacional
Conceito de Risco Operacional
Risco Operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Inclui também o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição.
Entre os eventos, incluem-se as fraudes internas e externas, demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho, práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços, danos a ativos físicos próprios ou em uso pela instituição, interrupção das atividades da instituição, falhas em sistemas de tecnologia da informação, falhas na execução, cumprimento de prazo e gerenciamento das atividades na instituição e o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como sanções legais e administrativas.
Estrutura de Gerenciamento de Risco Operacional
A gestão de Risco Operacional tem sua política aprovada pelo Conselho de Administração, é aderente às melhores práticas de mercado, e está em linha com as diretrizes definidas pelo Banco Central. Sua abrangência é no âmbito das empresas ligadas à instituição.
Com relação à governança de risco operacional ela é acompanhada pelo Conselho de Administração, auxiliado pelo comitê de Gestão de Riscos, Comissão de Risco Operacional.
Metodologia de Gestão
O processo de gestão do risco operacional tem início a partir da aplicação de uma metodologia própria para o mapeamento dos riscos e controles existentes nos diversos processos. Quando necessário, também a partir da definição e elaboração de planos de ação para mitigação das principais ameaças identificadas nessa etapa.
Adicionalmente, é obrigatório o registro no sistema de base de dados de perdas operacionais e de gestão de risco operacional dos eventos ocorridos nas unidades. Esse procedimento tem como finalidade primária a formação de uma base de dados a ser utilizada no cálculo de alocação de capital para cobertura do risco operacional, previsto pelo acordo da Basiléia II, mas proporciona o fornecimento de informações suficientes para a identificação das causas desses riscos.
A conjunção das ações de mapeamento e monitoração dos riscos com as informações obtidas pelos registros das perdas incorridas permite uma melhoria contínua nas políticas e procedimentos adotados, bem como a racionalização dos processos existentes.
Etapas da Gestão do Risco Operacional
O gerenciamento compreende diversas fases distribuídas nos seguintes passos:
Mapeamento do Risco Operacional
Tratamento de Perdas
Comunicação e Informação
Treinamento
Metodologia para cálculo da alocação de capital regulatório
O cálculo do Patrimônio de Referência Exigido é realizado pela metodologia da Abordagem do Indicador Básico, conforme previsto na Circular nº 3.383 do Banco Central do Brasil.

